Sport de olho em Beto Lago
Sport de olho em Beto Lago

Jornalista Beto Lago analisa Sport x Santa Cruz: “Um clássico imperfeito”

Nunca se deve subestimar um clássico entre Sport e Santa Cruz. Ele pode até faltar em brilho, mas raramente falha em verdade. No sábado, a Ilha do Retiro foi palco de mais um desses jogos que não pedem aplausos pela técnica, e sim respeito pela entrega.

Sport x Santa Cruz
Sport x Santa Cruz

Sport e Santa Cruz se enfrentaram como manda a cartilha dos duelos grandes: suor escorrendo, pulmões queimando e a bola, quase sempre, disputada como se fosse a última. O jogo foi duro, áspero, como costumam ser os encontros que importam.

Era cedo demais na temporada para exigir refinamento. Sétimo jogo de ambos, pernas ainda procurando ritmo, ideias em fase de rascunho. O Leão tenta se encontrar, ajusta peças, espera estreias. O Tricolor vive o estado de reinício: aguarda um novo treinador ou decide se confia o Estadual às mãos provisórias de Fábio Cortez.

Micael, Sport
Micael, Sport

Em meio a tanta indefinição, o futebol bonito acabou ficando para outro dia. Mas o clássico não pediu licença. Pediu coragem. O Sport marcou o gol da vitória nos acréscimos, quando o relógio já parecia conspirar contra qualquer justiça.

E o Santa Cruz, teimoso como sua história, recusou-se a aceitar o destino, buscando o empate até o último lance. Foi um jogo imperfeito, sim e por isso tão honesto. Um daqueles que se joga mais com o peito do que com os pés.