Os jogos de volta das semifinais do Pernambucano acontecem no outro final de semana e com um cenário que parece definido, mas ainda exige cuidado. Náutico e Sport têm vantagem e elenco para confirmar a classificação.
A pergunta é: vão confirmar pelo que jogam ou apenas pelo peso da camisa? O Náutico segue como o favorito ao título. A manutenção da base e a permanência da dupla Hélio e Guilherme no comando técnico dão lastro ao projeto.

Ainda não é um time pronto, mas é um time que sabe o que faz. Há padrão, há ideia, há perspectiva real de crescer pensando inclusive na Série B. Falta lapidar, não reinventar. O Sport vive outro estágio. Venceu o Retrô, mas não convenceu. A escalação de Roger Silva abriu mais interrogações que soluções.
O time ainda busca identidade, equilíbrio e segurança tática. Ganha jogos, mas não transmite confiança. E semifinal não costuma perdoar improvisos. Do outro lado, é difícil enxergar combustível para virada. O Santa Cruz esbarra nas próprias limitações, com um elenco curto compromete até para a formação titular.

O Retrô, por sua vez, está longe da equipe intensa e agressiva de outras temporadas. São dois times irregulares, que precisariam de atuação quase perfeita, e de erros improváveis dos rivais, para mudar o roteiro.
Favoritismo não ganha jogo, mas hoje ele é claro. Se houver surpresa, será menos por mérito acumulado e mais por descuido de quem tem a obrigação de decidir.
Texto publicado no Esportes DP
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