A temporada começou, mas Zé Lucas ainda não. A ausência do volante nas primeiras partidas de 2026 tem gerado ruído entre os torcedores do Sport, e movimentação intensa nos bastidores.
Publicamente, o discurso é de preservação e cuidado com a principal joia da base. Internamente, porém, o cenário é de articulação para uma transferência ainda neste ano. O estafe do atleta trabalha com agilidade, e o destino mais provável neste momento não é a Europa.

Botafogo ganha força nos bastidores
O Botafogo de Futebol e Regatas aparece como o clube mais atento à situação do jovem de 17 anos. Há ainda outro time da Série A monitorando o volante, mas o Glorioso é quem surge como opção mais concreta no radar.
A avaliação do entorno de Zé Lucas é clara: jogar a Série A, ganhar sequência e atuar em um clube com forte capacidade de venda pode encurtar o caminho para a Europa. O Botafogo, que em 2025 ultrapassou meio bilhão de reais em negociações, oferece exatamente esse perfil de vitrine.
Valores mais realistas após o rebaixamento do Sport
O rebaixamento à Série B alterou o patamar da negociação. Se antes a pedida era de 15 milhões de euros, hoje as partes entendem que uma venda entre 7 e 14 milhões de euros é mais condizente com o mercado.
Dois modelos estão sendo discutidos caso o negócio avance:
- Compra imediata de percentual dos direitos econômicos;
- Empréstimo com opção (ou obrigação) de compra futura.
A necessidade de receita pesa. A venda do volante é vista como estratégica para reforçar o orçamento do clube em 2026.

Europa observa, mas espera
No ano passado, clubes do Velho Continente monitoraram o atleta. O Real Betis, parceiro do FC Barcelona, demonstrou interesse. O FC Shakhtar Donetsk e o FC Porto também acompanharam a evolução do volante. Nenhuma proposta foi formalizada.
A janela europeia do meio do ano só abre em abril, o que cria um impasse: esperar pode significar desvalorização atuando na Série B. Além disso, uma negociação internacional envolve trâmites como a emissão do ITC (Certificado Internacional de Transferência), atrasando a entrada do dinheiro nos cofres rubro-negros.
De solução emergencial a ativo estratégico do Sport
Zé Lucas ganhou espaço em 2025 por necessidade. Sem um camisa 5 disponível, foi acionado e respondeu com maturidade. Capitão da Seleção Brasileira sub-17 no Mundial do Catar, disputou 42 partidas na temporada, sendo 34 pelo time principal.
Com contrato até 2028, o volante tem multa de R$ 50 milhões para clubes nacionais e 50 milhões de euros para o exterior. A ausência em campo em 2026 pode ser parte de um plano maior.
O que é certo é que o futuro da principal promessa leonina está cada vez mais próximo de uma definição, e ela pode acontecer antes do que a torcida imagina.
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