Um ano após o rebaixamento à Série B, o Sport mudou drasticamente sua postura no mercado da bola. Se em 2025 o clube investiu pesado para reforçar o elenco, em 2026 o cenário é de austeridade máxima.
A diferença é brutal: de R$ 53 milhões gastos na primeira janela do ano passado para apenas R$ 641 mil neste início de temporada. Uma retração superior a 98%. Na janela de 2025, ainda embalado pela elite do futebol nacional, o Sport comprou quatro jogadores:
- Matheus Alexandre – R$ 9 milhões
- Carlos Alberto – R$ 15 milhões
- Rodrigo Atencio – R$ 12 milhões
- Christian Rivera – R$ 17 milhões
O pacote custou R$ 53 milhões. Hoje, somente Matheus Alexandre permanece no elenco. Já em 2026, o Leão praticamente zerou os investimentos em aquisições definitivas. A estratégia passou a ser empréstimos de baixo custo e atletas livres no mercado.

Onde foram parar os R$ 641 mil?
O valor desembolsado até agora foi dividido assim:
- R$ 330 mil pelo empréstimo do meia Max, junto ao Cuiabá Esporte Clube
- R$ 150 mil pelo goleiro Halls, cedido pelo Vila Nova Futebol Clube
- 10 mil euros (R$ 61.500) para liberar Zé Gabriel do Portimonense Sporting Clube
- R$ 100 mil em luvas para um atleta não revelado
Sem contar salários e premiações, o Sport limitou os gastos diretos a menos de R$ 1 milhão — algo impensável no ano anterior.
Aposta em “oportunidades”
A nova política ficou clara: buscar atletas livres para compor o elenco. Chegaram sem custos de aquisição: Marcelo Benevenuto, Davi Gabriel, Zé Gabriel, Yago Felipe, Carlos de Pena, Marlon Douglas e Clayson. Entre os que seguem vinculados a seus clubes de origem estão:
- Halls (Vila Nova)
- Max (Cuiabá)
- Iury Castilho (Coritiba Foot Ball Club)

E o clube ainda aguarda o meia Biel Fonseca, do Brusque Futebol Clube, e o lateral-direito Claudinho, do Vitória. A drástica redução nos investimentos escancara o efeito imediato da Série B nas finanças rubro-negras.
Sem as receitas da Série A, o clube precisou readequar o orçamento e mudar completamente o perfil de contratações. O Sport que há um ano disputava jogadores no mercado com cifras milionárias agora trabalha com criatividade e contenção. A reconstrução começou e, desta vez, sem abrir os cofres.
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