Sport de olho em Beto Lago
Sport de olho em Beto Lago

Beto Lago projeta Sport x Náutico: “Na Ilha e nos Aflitos, teremos clássicos de verdade”

Finais entre Sport x Náutico definidas. Primeiro jogo na Ilha do Retiro. Segundo, nos Aflitos. Com torcida visitante. Parece simples, mas não é. É uma vitória do bom-senso e da pressão natural que o futebol exerce quando tentam engessá-lo.

A última vez que o Pernambucano teve uma final entre dois integrantes do Trio de Ferro com torcida visitante foi em 2019, na decisão entre Sport e Náutico, vencida pelo Leão nos pênaltis, na Ilha. De lá para cá, muros, acordos de conveniência e discursos de “segurança” seguiam esvaziando o espetáculo.

A FPF queria as duas partidas na Arena de Pernambuco. Financeiramente, o argumento é sedutor: maior capacidade, mais receita bruta. Mas clássico não é só planilha. Clássico é território, é pressão, é arquibancada pulsando contra. Sport e Náutico bateram o pé. Querem decidir em casa.

Querem o peso do seu estádio. E a FPF acertou ao aceitar, mais ainda ao liberar a torcida visitante. Antes, o mando era blindagem, em que o estádio deixava de ser palco e virava reduto. Final sem visitante é jogo grande mutilado. Desta vez, teremos decisão com atmosfera real.

E tem um personagem simbólico nisso tudo. No início do mês, relatei aqui a frase do pequeno Matias, ao lado do pai Rodrigo, na Ilha, diante de um setor visitante vazio em Sport x Santa Cruz: “Então não é clássico!”. Pois é, Matias. Agora é.

Texto publicado no Esportes DP