Apresentado como novo comandante do América-MG, o técnico Roger Silva voltou a comentar sua curta, porém intensa, passagem pelo Sport. Apenas 22 dias separaram sua saída da Ilha do Retiro e o acerto com o Coelho, período que, segundo ele, foi suficiente para reflexões importantes.
Ítalo Rodrigues e Roger Silva, Sport
Sem apontar conflitos internos, Roger fez questão de destacar o ambiente positivo que encontrou no clube pernambucano, mas indicou que faltou apoio em momentos decisivos.
“Não houve desgaste nenhum. O que faltou foi algumas defesas ao meu favor. O ambiente era maravilhoso, respeitoso e de muito trabalho. E muita dificuldade desde o início. Todo o Brasil acompanhou como o Sport se apresentou. Acho que minha saída foi precoce”, declarou.
A demissão veio após o empate diante do Cuiabá na estreia da Série B, mas o contexto ia além do resultado. O desempenho da equipe e escolhas do treinador já vinham sendo questionados.
Além disso, uma entrevista em que sugeriu a participação de jogadores nas coletivas para explicar resultados acabou gerando incômodo interno.
Mesmo com a repercussão negativa, Roger afirmou que sua fala foi mal interpretada e reforçou que o trabalho merecia continuidade.
“Acho que poderíamos dar sequência. Um projeto que todo mundo sabia das dificuldades. Mas tem meu carinho e respeito. Deixei amigos lá como sempre. Acho que a pressão externa tenha pesado um pouco, e acho que por isso a troca”, analisou.
Roger Silva, Sport
Apesar da saída precoce, os números do treinador foram expressivos: em 12 partidas, somou seis vitórias, cinco empates e apenas uma derrota, alcançando 63,9% de aproveitamento.
No período, ainda conquistou o Campeonato Pernambucano, embora tenha sido eliminado pelo Athletic-MG na Copa do Brasil, em plena Ilha do Retiro.
Ao final, Roger preferiu adotar um tom de gratidão ao relembrar sua relação com o clube rubro-negro, onde também fez história como jogador: “Do Sport o que eu tenho a dizer é sempre minha gratidão. Tenho um grande carinho pela aquela casa. Fui campeão como jogador, como treinador”, concluiu.