A efetivação de Márcio Goiano no comando do Sport veio acompanhada de confiança e números expressivos, mas também de uma peculiaridade contratual que foge do padrão no futebol brasileiro.
Apesar de agora ser o técnico principal, Márcio Goiano continua, oficialmente, registrado como “treinador/assistente técnico”, modelo adotado desde sua inclusão no sistema da CBF, em janeiro, ao lado de Roger Silva e do auxiliar Eduardo Abdo Pacheco.

Na prática, a função mudou completamente. No documento, porém, o formato segue o mesmo. Se o cargo no contrato não foi alterado, o salário contou outra história. Márcio recebeu uma valorização de 455% em relação ao que ganhava como auxiliar técnico.
Mesmo com o reajuste e a chegada do novo auxiliar, Edson Miolo, o custo total da comissão técnica segue em um patamar semelhante ao que o clube tinha anteriormente. O vínculo com o Sport vai até 30 de novembro e não prevê multa rescisória.
Em caso de saída antecipada, seja por decisão do clube ou do treinador, valem as regras da CLT, com pagamento proporcional dos salários restantes. Um ponto já definido: se houver demissão, Márcio Goiano não retorna ao cargo de auxiliar, o ciclo será encerrado.
Prova de fogo logo na estreia
A efetivação foi respaldada pelos resultados. Em sete partidas, o treinador soma cinco vitórias e dois empates, ultrapassando os 80% de aproveitamento, desempenho que pesou na decisão da diretoria.
O primeiro desafio como técnico efetivo já traz um ingrediente especial: o Sport encara o América Futebol Clube, comandado justamente por Roger Silva, ex-treinador rubro-negro.
Um confronto direto que mistura passado recente, pressão por resultados e a chance de consolidar, de vez, o novo comando na Ilha do Retiro.

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