Após a vitória do Sport sobre o Novorizontino por 1 a 0, o jornalista Fred Figueiroa publicou uma análise detalhada nas redes sociais que mistura alívio pelo resultado com críticas contundentes ao desempenho da equipe rubro-negra.
Do “U-F-A” ao diagnóstico
Inicialmente, Fred resumiu a sensação pós-jogo com um simples “U-F-A”, destacando o peso emocional da vitória. Segundo ele, apesar de todos os jogos terem o mesmo valor matemático na Série B, alguns confrontos ganham importância maior no contexto, e o duelo contra o Novorizontino era um deles, principalmente pela necessidade urgente de recuperação da confiança dentro de casa.
No entanto, com mais calma, o jornalista foi além do alívio e apontou que o triunfo não esconde problemas estruturais da equipe, que seguem evidentes após 21 partidas na temporada.

Problemas persistentes
Entre as principais críticas, Fred destacou a dificuldade do Sport em sair jogando com qualidade desde a defesa. Ele apontou que, diante da pressão adversária, o time recorreu constantemente aos lançamentos longos, praticamente abrindo mão da construção pelo chão.
O jornalista evitou individualizar a culpa, citando nomes como Ajul, Habraão e Zé Gabriel, mas reforçou que a questão é coletiva e passa diretamente pela falta de treinamento, variações táticas e alternativas de jogo. Para ele, a equipe repete o mesmo padrão desde o início do ano, independentemente da troca de comando técnico.
Outro ponto levantado foi a marcação espaçada. Embora tenha notado uma leve evolução em relação a jogos anteriores, Fred classificou o problema mais como desorganização do que uma estratégia deliberada.
Possíveis soluções e destaques
Apesar das críticas, o jornalista também indicou caminhos. Um dos principais destaques positivos foi o desempenho de Zé Lucas atuando como primeiro volante, função em que, segundo Fred, o rendimento do time cresce consideravelmente.
Ele também sugeriu uma mudança na estrutura do meio-campo, com dois volantes saindo para o jogo, relembrando, inclusive, a boa parceria entre Zé Lucas e Rivera na temporada passada.
Além disso, Fred elogiou uma característica do técnico Márcio Goiano: a disposição em fazer o “básico”, algo que, segundo ele, não acontecia na gestão anterior de Roger.

Debate sobre o elenco
O jornalista também rebateu a ideia de que o elenco do Sport seja limitado. Para ele, o grupo está longe de ser apenas de “meio de tabela” e tem qualidade suficiente para brigar na parte de cima da Série B.
Fred criticou a narrativa de que os treinadores estariam “tirando leite de pedra”, classificando o time como mal treinado e pouco coletivo.
O desafio de Márcio Goiano
Por fim, Fred definiu o Sport como um “time de recortes”, capaz de apresentar bons momentos isolados dentro das partidas, mas sem consistência ao longo dos 90 minutos. Para ele, o grande desafio de Márcio Goiano é transformar esses picos de desempenho em regularidade.
A vitória trouxe mais estabilidade ao treinador, mas, segundo o jornalista, o próximo passo é corrigir os problemas estruturais e extrair mais de um elenco que, na sua visão, ainda pode render além do que vem apresentando na Série B.
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