Sport de olho em Beto Lago
Sport de olho em Beto Lago

Beto Lago analisa: “Não é apenas a derrota, mas a forma como o Sport perdeu para o Fortaleza”

O torcedor do Sport viveu uma daquelas noites que não cabem em justificativas formais. A derrota por 2×0 para o Fortaleza, com dois gols sofridos nos acréscimos, não tirou do Leão a melhor campanha da primeira fase da Copa do Nordeste, mas teve um efeito colateral devastador: eliminou o Retrô.

O que se viu no Castelão foi, sem exagero, a pior atuação do Sport na temporada. A decisão do time alternativo, com reservas e um banco com atletas da base, até pode ser debatida. O problema não foi a escolha. Foi a forma.

No primeiro tempo, houve alguma posse de bola, mas sem agressividade. Na etapa final, o cenário degringolou: erros técnicos, falta de concentração e uma displicência que beirou o descompromisso. A expulsão de Yago Felipe foi o gatilho para o Fortaleza crescer.

E conseguiu, com requintes de crueldade. Miritello, aos 48, abriu o placar. Vitinho, aos 52, sacramentou a vitória e a classificação cearense. Dois golpes tardios, mas construídos diante de um adversário apático, que aceitou o roteiro.

Para o técnico Márcio Goiano, foi a primeira derrota e uma derrota que exige explicações mais profundas do que a simples rotação de elenco. Porque não se trata apenas de perder. Trata-se de como se perde.

Na Ilha do Retiro, o Retrô fez o que lhe cabia. Em um jogo duro contra o América-RN, venceu por 2×1. Fez sua parte, mas acabou eliminado por um detalhe que escapou ao seu controle e que foi decidido a quilômetros dali.

Sport x Fortaleza
Sport x Fortaleza