Ítalo Rodrigues, Sport
Ítalo Rodrigues, Sport

Mistério no mercado? Executivo do Sport evita revelar posições e revela estratégia interna

O Sport iniciou 2026 com um discurso diferente, e bem mais cauteloso. Em entrevista coletiva, o executivo de futebol Ítalo Rodrigues detalhou a nova postura rubro-negra e deixou claro que o clube trabalha com responsabilidade financeira.

“Sempre digo uma coisa: só paramos de contratar quando a janela fecha e, mesmo assim, já começa a olhar o mercado para contratar para o ano que vem. Então, óbvio que sempre vamos querer qualificar. Logo mais, teremos três meses com uma média de nove jogos por mês.”

“Isso dá praticamente mais de dois jogos por semana. Então, é muito jogo e precisamos de mais peças. A gente não só quer qualificar, como quer equilibrar e ter um grupo competitivo, sabendo que vai precisar girar o elenco.”

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Mudança drástica nos números

Se em 2025 o Leão investiu R$ 53 milhões em nomes como Matheus Alexandre, Christian Rivera, Rodrigo Atencio e Carlos Alberto, o início de 2026 mostra um cenário completamente diferente: apenas R$ 641 mil foram destinados a contratações, considerando luvas e liberações imediatas.

“Óbvio que existe uma limitação financeira e a gente vem fazendo isso com o máximo de responsabilidade. É uma questão muito da gestão em si, para que a gente tenha austeridade e só se comprometa com aquilo que pode cumprir”, destacou o diretor.

Apesar da cautela, o Sport não fechou as portas para novos nomes antes da disputa da Série B. O executivo, porém, fez questão de ajustar o discurso ao falar sobre possíveis chegadas.

“Pretendemos seguir no mercado antes da Série B. É provável que venham mais alguns atletas. Não diria reforços, porque reforços traz indiretamente como se a gente precisasse reforçar a equipe. Eu diria equilibrar e tornar o grupo como um todo mais forte.”

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Ao ser questionado sobre posições específicas, Ítalo desconversou e explicou por que evita antecipar movimentos: “As posições nunca dou. Se digo que a gente quer contratar um lateral e um zagueiro e trago um atacante, vão falar que o diretor está perdido. Isso depende muito do mercado.”

“De ontem para hoje surgiu uma possibilidade de uma posição que não era uma necessidade, mas é uma oportunidade. Pô, ofereceram um Messi da vida por R$ 10 mil. A gente não está procurando um atacante, mas vamos parar e avaliar. Então é assim que a gente trabalha.”

Entre o desejo de qualificar o elenco e a necessidade de manter as contas equilibradas, o Sport tenta encontrar o ponto ideal para encarar um calendário intenso e a pressão por resultados na Série B.