O Sport atravessa um momento delicado na Série B do Campeonato Brasileiro. Após uma sequência de cinco partidas sem vitória, o Leão viu a pressão aumentar e deixou o G-6 da competição. Em meio às dificuldades coletivas, dois jogadores seguem sendo os principais responsáveis pela produção ofensiva da equipe: Chrystian Barletta e Pedro Perotti.

Os números da temporada mostram que a dupla assumiu o protagonismo do ataque rubro-negro e participa diretamente da maior parte dos gols marcados pelo clube. Ao mesmo tempo, as estatísticas também revelam um desafio importante para o técnico Gilmar Dal Pozzo: diminuir a dependência ofensiva de dois atletas sem perder a eficiência no setor.
Com a janela de transferências aberta e a chegada de reforços como Diego Hernández, a expectativa da diretoria é ampliar o repertório ofensivo da equipe e distribuir melhor a responsabilidade na criação e conclusão das jogadas.
Barletta e Perotti lideram participações em gols do Sport
Até o momento, Chrystian Barletta e Pedro Perotti são os jogadores mais decisivos do elenco rubro-negro em 2026.
Perotti vive uma das temporadas mais produtivas da carreira. O atacante soma oito gols e quatro assistências em apenas 18 partidas disputadas, totalizando 12 participações diretas em gols. Além de ser o artilheiro do Sport no ano, o camisa 9 também se consolidou como referência ofensiva da equipe.

Barletta, por sua vez, continua sendo o jogador mais desequilibrante pelos lados do campo. Com velocidade, capacidade no um contra um e boa chegada à área, o atacante tem sido constantemente decisivo em momentos importantes da temporada.
Juntos, os dois concentram grande parte da produção ofensiva do Sport e aparecem como protagonistas sempre que a equipe consegue criar situações de perigo.
Essa realidade ficou evidente nas últimas rodadas da Série B. Mesmo nos jogos em que o rendimento coletivo caiu, as melhores oportunidades continuaram passando pelos pés da dupla.
O problema é que, quando um dos dois é bem marcado ou não consegue repetir suas melhores atuações, o poder ofensivo do Sport diminui consideravelmente.
Dependência ofensiva preocupa nova comissão técnica
A forte participação de Barletta e Perotti também evidencia um problema que Gilmar Dal Pozzo terá de resolver nos próximos jogos.
Hoje, o Sport cria poucas alternativas ofensivas fora da dupla. Os meias ainda não conseguem participar com frequência das jogadas decisivas, enquanto os atacantes de lado têm encontrado dificuldades para manter regularidade ao longo da competição.
O próprio comentarista Cabral Neto já destacou recentemente que um dos principais desafios do novo treinador será justamente reduzir essa dependência.
Segundo ele, o Sport precisa encontrar diferentes caminhos para chegar ao gol, aumentando o repertório ofensivo sem deixar de potencializar seus dois principais jogadores.
A chegada do uruguaio Diego Hernández pode representar um passo importante nessa direção.
O meia-atacante tem características de criação, atua entre as linhas e possui qualidade no último passe, podendo dividir a responsabilidade na construção das jogadas e oferecer mais opções ao setor ofensivo.
Além disso, o Sport segue ativo no mercado e ainda procura novos reforços para o ataque, justamente buscando aumentar a competitividade do elenco durante a reta decisiva da Série B.
Sport precisa transformar força individual em rendimento coletivo
Ter dois jogadores vivendo grande fase costuma ser motivo de tranquilidade para qualquer treinador. No entanto, quando praticamente toda a produção ofensiva depende deles, o cenário também passa a gerar preocupação.
Os adversários já perceberam que Barletta e Perotti são as principais armas do Sport e, naturalmente, direcionam boa parte da marcação para neutralizar a dupla.
Por isso, Gilmar Dal Pozzo terá como missão desenvolver um modelo de jogo que permita ao Leão criar oportunidades por diferentes setores do campo.
A participação dos laterais no apoio, a chegada dos meio-campistas à área e o crescimento de atletas como Diego Hernández podem tornar o time menos previsível e mais difícil de ser marcado.
Ao mesmo tempo, aliviar a responsabilidade sobre Barletta e Perotti também pode potencializar o desempenho da dupla, que passará a encontrar mais espaços quando o ataque rubro-negro apresentar novas alternativas.
O Sport ainda possui tempo para reagir na Série B, mas precisará transformar o bom momento individual de seus principais jogadores em um rendimento coletivo mais consistente. Se conseguir diversificar suas ações ofensivas sem perder o protagonismo de Barletta e Perotti, o Leão terá mais condições de voltar ao G-6 e recolocar o acesso à Série A como principal objetivo da temporada.
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