Com todo o drama possível, o Sport venceu a Desportiva nos pênaltis e avançou na Copa do Brasil. O torcedor se preocupava com o jogo. Até por conta da mística rubro-negra na Copa do Brasil que parecia ter ficado em algum lugar do passado.

Valendo R$ 1,5 milhão, o jogo pedia máxima atenção. Mas o técnico Roger Silva entrou claramente com a cabeça na final do Estadual de domingo. Escalou um time cheio de mudanças. O Leão teve mais posse e criou chances, mas esteve longe de jogar bem. Faltou coletivo e sobrou displicência individual.
Aos 18, houve um pênalti claro, no toque de mão ignorado pela arbitragem. Sem VAR, o lance passou batido. Ainda assim, o maior problema foi o próprio desempenho rubro-negro. No segundo tempo, o roteiro seguiu: bola com o Sport e gols desperdiçados, quase sempre com Gustavo Coutinho.
A Desportiva acertou o travessão e Thiago Couto começou a trabalhar. A ausência do VAR também ajudou o Leão, que poderia ter perdido o zagueiro Zé Marcos. Nos minutos finais, uma pressão sem eficiência. Fim de jogo, 0x0 e decisão nos pênaltis.

Com drama, defesa de Thiago Couto e chute desperdiçado por Yuri Castilho, o Sport foi mais eficiente e garantiu a classificação. Um avanço culposo, pelo fraco futebol que foi apresentado em Cariacica.
Entre quedas para equipes de menor investimento e atuações apáticas, o Sport vivia um divórcio técnico com o torneio, acumulando prejuízos financeiros e cicatrizes na confiança da arquibancada.
Felizmente, ela foi fechada na noite de ontem. Mas a pergunta inevitável: se o Estadual escapar, Roger Silva seguirá no cargo? A sequência recente indica que ele não parece ter respostas para comandar o Sport na Série B.
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