A euforia do torcedor do Sport, alimentada pela sequência de vitórias e pela invencibilidade na Série B, desabou após a atuação apática diante do CRB, na Ilha do Retiro. Mas o cenário pede menos histeria e mais análise.

Nem o time era candidato incontestável ao acesso há uma semana, nem agora virou uma equipe sem rumo. A derrota apenas escancarou problemas que já apareciam rodada após rodada. O momento positivo mascarava atuações pouco convincentes.
O Sport de Márcio Goiano até acumulava resultados, mas raramente entregava um futebol sólido durante os 90 minutos. A irregularidade era evidente. Dentro de um tempo de jogo, o time dominava a partida e, de uma hora para outra, perdia intensidade de forma brusca, cedia espaços e se desconectava emocionalmente do jogo. Faltava consistência técnica, física e mental.
Contra o CRB, porém, veio a pior apresentação da equipe na Série B. Um time lento, previsível e sem capacidade de reação dentro da própria casa. A derrota trouxe de volta o ambiente de revolta que sempre ronda a Ilha nos momentos de frustração.
O problema é que o Sport entra agora justamente em um trecho importante da temporada. Os dois confrontos diante do Fortaleza, valendo vaga na final do Nordestão, além dos jogos contra Juventude e Náutico pela Série B, vão funcionar como um verdadeiro vestibular para o elenco rubro-negro.

Será a hora de descobrir quem suporta pressão, quem merece permanecer como titular e, principalmente, qual é o real tamanho do time nas competições. Agora, chegou a hora de conhecer a verdade. Se o Sport pode se consolidar como candidato ao acesso, sem correr o risco de estacionar no meio da tabela caso continue repetindo os mesmos erros.
Os próximos jogos dirão se Márcio Goiano, começando com o duelo hoje contra o Fortaleza, tem capacidade de corrigir as falhas que já eram visíveis mesmo durante a sequência invicta. Porque a derrota para o CRB não criou os problemas. Apenas retirou o véu que escondia todos eles.
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