Sport de olho em Beto Lago
Sport de olho em Beto Lago

“Se vai chegar ou efetivar, novo treinador precisará ter respaldo no Sport”, diz Beto Lago

Não há hoje maior fonte de tensão para os dirigentes do Sport do que a definição do comando técnico. O clube se divide: há quem defenda pressa na escolha, quem pregue paciência e quem quer efetivar Márcio Goiano.

Ítalo Rodrigues, Matheus Souto Maior, Sport - Foto: Paulo Paiva
Ítalo Rodrigues, Matheus Souto Maior, Sport – Foto: Paulo Paiva

O problema é que não existe zona de conforto. Os resultados positivos, que deveriam acalmar o ambiente, acabam contaminando a análise. Vencer, no futebol, muitas vezes ilude: encobre falhas, adia correções e cria sensação de estabilidade que nem sempre se sustenta.

É nesse ponto que mora o risco de um diagnóstico equivocado. A discussão vai além de nomes. Trata-se de modelo, de convicção, de direção. O Sport carrega no seu histórico apostas em treinadores em ascensão, algumas bem-sucedidas, como Eduardo Baptista e Daniel Paulista, além de Leão e Dorival.

O passado oferece referências, mas não garante acerto. Futebol não respeita tradição quando falta coerência. A decisão da atual gestão é, até aqui, a mais sensível. Não basta escolher: é preciso sustentar a escolha. Seja com um nome de fora ou com Márcio Goiano, o treinador precisa de respaldo total.

Sem isso, qualquer oscilação vira crise e, no Sport, crise costuma ter efeito dominó. O risco é claro. Um erro agora não compromete apenas o desempenho imediato: pode desviar o clube do objetivo do acesso e, no pior cenário, empurrá-lo para uma realidade que hoje parece distante, mas que o futebol insiste em lembrar: nunca é impossível.

Márcio Goiano, Sport
Márcio Goiano, Sport

Texto publicado no Diário de Pernambuco