O Sport está entre os 18 clubes da Série B que assinaram um manifesto público com duras críticas à condução da Futebol Forte União (FFU), antigo bloco conhecido como LFU.
A entidade é responsável pela comercialização dos direitos de transmissão e das placas de publicidade da maioria das equipes que disputarão a Segunda Divisão em 2026, competição que começa no dia 20 de março.

Do ponto de vista rubro-negro, o documento representa uma posição coletiva de alerta diante do que os clubes classificam como desvalorização institucional da Série B, quebra de compromissos assumidos e depreciação no valor das cotas comerciais.
O Sport, assim como outros participantes tradicionais da competição, entende que o atual modelo não reflete o peso esportivo, financeiro e de audiência do campeonato. No manifesto, os clubes destacam que a Série B deixou de ser tratada como um produto estratégico no mercado esportivo.
“O produto que oferecemos ao mercado é robusto, possui torcidas nacionais e alta competitividade, mas a atual postura da liderança trata a segunda divisão como um subproduto acessório”, diz um dos trechos da nota assinada pelo Sport e outros 17 clubes.
Caso Náutico vira ponto de atenção para o Sport
O acordo recente firmado por Náutico e São Bernardo diretamente com a CBF, fora da FFU e da Libra, também é citado como um sinal de alerta no documento. Para os clubes signatários entre eles o Sport, a decisão evidencia que o mercado não estaria precificando corretamente os ativos da Série B sob a atual gestão da liga.
Na avaliação interna do Sport, esse movimento expõe uma fragilidade no modelo de governança e reforça a necessidade de diálogo mais transparente e efetivo entre a liderança da FFU e os clubes que sustentam a competição.
“O atual cenário nos obriga a iniciar uma profunda reavaliação interna sobre a viabilidade de defesa dos nossos interesses dentro deste arranjo atual”, aponta outro trecho do manifesto, que pede uma revisão urgente da governança do bloco.
FFU se defende e fala em aumento de receitas
Em resposta ao posicionamento do Leão e dos demais clubes, a FFU divulgou nota oficial rebatendo as críticas. A entidade afirma que houve crescimento significativo nas receitas da Série B sob sua gestão.
Segundo a FFU, em 2025, cada clube recebeu R$ 14,3 milhões, valor que representaria um aumento superior a 50% em relação a 2024, conforme regras aprovadas em assembleia geral.
Mesmo com a resposta, dirigentes ouvidos pelo ge mantiveram o descontentamento. O presidente do Atlético-GO, Adson Batista, resumiu o sentimento compartilhado por clubes como o Sport:
“No começo da Liga, éramos importantes, mas depois, o produto foi muito mal negociado e nos sentimos um pouco abandonados.”

Sport defende fortalecimento da Série B
Ao assinar o manifesto, o Sport reforça sua posição histórica de defesa da valorização da Série B, entendendo que a competição é estratégica não apenas esportivamente, mas também como ativo comercial de alcance nacional.
Além do Sport, assinam o documento: América-MG, Athletic, Atlético-GO, Avaí, Botafogo-SP, Ceará, CRB, Criciúma, Cuiabá, Fortaleza, Goiás, Juventude, Londrina, Novorizontino, Operário, Ponte Preta e Vila Nova.
A LiveMode, agência parceira da FFU, informou que a própria liga irá centralizar a resposta oficial ao manifesto em nome do bloco.
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