O Sport aparece entre os clubes com maiores débitos junto à Federação Pernambucana de Futebol (FPF). De acordo com documento divulgado pela entidade, o Leão ocupa a terceira posição no ranking das dívidas, acumulando R$ 4,02 milhões em pendências financeiras.

O valor representa um aumento de R$ 1,17 milhão em relação ao período anterior. Somado às dívidas de Santa Cruz e Náutico, os três principais clubes da capital concentram mais de R$ 22 milhões em débitos com a federação.
Quem lidera a lista é o Santa Cruz, com R$ 11,12 milhões, seguido pelo Náutico, que registra R$ 7,29 milhões. O Timbu, inclusive, apresentou o maior crescimento no período analisado, com aumento de R$ 2,96 milhões na dívida.
Entre os clubes do interior, o maior valor pertence ao Salgueiro, com R$ 2,34 milhões, seguido pelo Central, que soma R$ 1,25 milhão em débitos. Apesar dos números expressivos, o presidente da FPF, Evandro Carvalho, explicou que os valores registrados não devem ser interpretados como dívidas convencionais, mas sim como parte de um modelo de apoio financeiro da entidade aos clubes.
“Em Pernambuco qual clube não tem passivo com a federação? Retrô e Porto não devem, o restante todos. Não é dever, isso se trata de uma relação de investimento, de fomento da federação. É obrigação da federação investir nos clubes”, afirmou o dirigente em entrevista ao programa Léo Medrado & Traíras.
Ele ainda detalhou como funciona esse mecanismo de apoio: “Como a federação não detém patrimônio, o patrimônio da federação é dos clubes. Eu não posso doar o dinheiro ao clube. Por força de lei a federação só pode fazer adiantamentos financeiros que ficam atrelados às obrigações dos clubes”, acrescentou.
Federação registra superávit recorde
Enquanto diversos clubes convivem com passivos junto à entidade, a FPF apresentou um cenário financeiro positivo. O balanço referente a 2025, auditado em fevereiro e divulgado em março, apontou superávit de R$ 13.288.936, o maior da história da federação.

Ranking das dívidas com a FPF
- Santa Cruz – R$ 11,12 milhões
- Náutico – R$ 7,29 milhões
- Sport – R$ 4,02 milhões
- Salgueiro – R$ 2,34 milhões
- Central – R$ 1,25 milhão
- Chã Grande – R$ 640 mil
- América – R$ 588 mil
- Serra Talhada – R$ 433 mil
- Sete de Setembro – R$ 432 mil
- Centro Limoeirense – R$ 288 mil
- Flamengo de Arcoverde – R$ 230 mil
- Porto – R$ 196 mil
- Ypiranga – R$ 186 mil
- Caruaru City – R$ 166 mil
- Íbis – R$ 153 mil
- Petrolina – R$ 146 mil
- Afogados – R$ 131 mil
- Vitória – R$ 115 mil
- Ipojuca – R$ 112 mil
- Cabense – R$ 108 mil
O levantamento evidencia o cenário financeiro desafiador enfrentado por diversos clubes pernambucanos, dentre eles o Sport, que lidam com limitações de receita enquanto tentam manter competitividade dentro de campo nas competições estaduais e nacionais.
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