A vitória do Sport por 1 a 0 sobre o Vila Nova encerrou uma sequência de nove partidas sem triunfos e trouxe alívio para os bastidores da Ilha do Retiro. O resultado também reduziu a pressão sobre Gilmar Dal Pozzo e o departamento de futebol, que vinha sendo alvo de fortes cobranças.
Em entrevista ao NE45, o executivo de futebol Ítalo Rodrigues reconheceu que a pressão é natural pela dimensão do clube, mas revelou que o momento chegou a provocar situações desconfortáveis também fora do ambiente de trabalho.
“Tratamos isso com naturalidade. A pressão tem que existir num clube como o Sport. É a torcida que faz esse tão grande do jeito que ele é. Mas a gente não se acostuma com isso. Porque é ruim você, às vezes, pensar se pode sair de casa ou não, se vai ao shopping ou não, porque você se sente constrangido inevitavelmente.”

Como Ítalo Rodrigues lidou com a pressão no Sport?
O executivo admitiu o incômodo provocado pela sequência negativa, mas ressaltou que internamente havia confiança no trabalho desenvolvido: “Você também não quer perder, não quer ter uma sequência de nove jogos sem vencer e vários empates”, acrescentou.
Mesmo diante das críticas, Ítalo afirmou que não perdeu a convicção no projeto: “Temos muita convicção em tudo que está sendo feito. Sabemos que não somos, de repente, os salvadores da pátria, os melhores do mundo, mas também não somos os piores como todo mundo fala. Chegamos para fazer um trabalho honesto e tenho certeza de que, no final do ano, vamos poder entregar isso.”
Ítalo considera justas as críticas da torcida?
Um dos principais alvos durante o período sem vitórias, o dirigente evitou classificar as cobranças como justas ou injustas: “Cara, não sei (Se as críticas são justas). Não estou aqui para julgar. Primeiro de tudo, sou um cara temente a Deus. Acho que nada acontece por acaso e tenho muita convicção na minha capacidade.”
Para Ítalo, avaliações definitivas sobre o trabalho devem acontecer após a conclusão da temporada. O executivo utilizou a própria oscilação das avaliações sobre sua gestão como exemplo.
“Quando você é campeão pernambucano: ‘Caramba, maravilha. Fez um time do nada que conseguiu ganhar de 3 a 0 na casa do adversário’. Aí você passa nove jogos sem vencer e se torna o pior diretor do mundo. Acho que não é nem uma coisa nem outra.”
Executivo acredita que continuará no Sport?
Ítalo também demonstrou confiança de que permanecerá à frente do departamento de futebol até o encerramento da temporada.: “Você não tem como avaliar hoje um trabalho que não terminou. A não ser que me mandassem embora ou que eu pedisse para sair.”
Na sequência, reforçou sua expectativa sobre o desfecho do trabalho: “Tenho muita convicção, inclusive, de conduzir esse processo até o final do ano, porque tenho convicção de que vai dar certo”, finalizou.
Com o fim do jejum, o Sport ganha um ambiente de menor pressão para preparar seus próximos compromissos e conduzir as movimentações restantes da janela de transferências.
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