O momento vivido pelo Sport é de tensão crescente nos bastidores. A pressão sobre o técnico Roger Silva voltou a aumentar, e o duelo contra o Cuiabá, na estreia da Série B, pode ser determinante para a continuidade do trabalho. As informações são do jornalista Pedro Maranhão, do NE45.

As críticas ao treinador já vinham sendo construídas desde antes da final do Campeonato Pernambucano. Entre os principais pontos de contestação estão as escolhas na escalação, especialmente pela pouca utilização de atletas considerados investimentos importantes do clube.
Enquanto isso, jogadores como Pedro Martins, Gustavo Maia e Marlon Douglas ganharam espaço, o que gerou desconforto interno e externo. Antes do confronto decisivo contra o Náutico, o ambiente já indicava a possibilidade de mudança no comando.
No entanto, o desempenho na final deu fôlego ao treinador, adiando qualquer definição mais drástica. Apesar da sobrevida, decisões recentes voltaram a acirrar o cenário. A entrada de Micael no segundo tempo da partida diante do Athletic, pela Copa do Brasil, foi alvo de questionamentos.
Nos bastidores, o técnico ainda conta com o respaldo do executivo de futebol Ítalo Rodrigues, principal responsável por sustentar sua permanência até aqui. Por outro lado, a diretoria já se movimenta diante do momento delicado.
O presidente Matheus Souto Maior, o vice-presidente Kadico Pereira e membros da gestão de futebol se reuniram para discutir o desempenho da equipe. O encontro ocorreu sem a presença de Roger Silva e de Ítalo Rodrigues, o que reforça o sinal de alerta internamente.

O entendimento entre os dirigentes é de que o time precisa apresentar evolução imediata, tanto em resultados quanto em desempenho. Além disso, questões de bastidores também entram na avaliação.
Relatos apontam episódios de desgaste entre o treinador e jogadores do elenco. Um deles envolveu uma discussão em tom elevado com o atacante Clayson, antes da partida contra a Desportiva-ES, pela Copa do Brasil. Embora a situação tenha sido contornada, outros episódios semelhantes teriam ocorrido.
Outro foco de críticas está na condução da posição de goleiro, especialmente na demora para a troca entre Thiago Couto e Halls, decisão que gerou divergências internas.
Diante de um ambiente instável, pressão crescente e respaldo dividido, Roger Silva chega para a estreia na Série B com o futuro indefinido. No Sport, a avaliação é clara: mais do que vencer, será preciso convencer dentro de campo para garantir a continuidade do trabalho.
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