Roger Silva, Sport
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Roger Silva solta o verbo antes da final e faz promessa que empolga a torcida do Sport

O clima é de decisão, mas também de reconstrução no Sport. Às vésperas da final do Pernambucano, o técnico Roger Silva reconhece que o time ainda está em processo de formação, mas aposta na história e na força da torcida como diferenciais para buscar o quarto título estadual consecutivo.

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Depois de um 2025 considerado um dos piores da história do clube, marcado por rebaixamento à Série B e recordes negativos, o Leão tem a oportunidade de transformar o início da nova temporada em um ponto de virada. E, para o comandante, o passado vencedor pesa em momentos como esse.

“O Sport é grande qualquer jeito. A história diz isso, se reestrutura, faz uma final e vem para vencer, começa a mostrar porque é gigante, porque é campeão brasileiro e da Copa do Brasil. O torcedor apoia, a grandeza do torcedor na Ilha faz a diferença. É por eles que vamos fazer a final, entendendo que temos que performar melhor, mas o que vai nos levar a essa vitória é a história que reflete o clube e a grandeza do torcedor”, disse.

O treinador explicou que a reconstrução foi, principalmente, técnica. No início dos trabalhos, o elenco contava com poucas peças, o que impactou diretamente no planejamento da equipe no Estadual.

“Acho que reconstrução é da parte técnica, o fato de a gente se apresentar com sete, oito jogadores. Custa muito não ter a base de uma ideia e voltar para dar treino com oito, nove jogadores, e ter que fazer correção de rota, abrir mão de três rodadas. Acho que a gente fez escolhas que, hoje, foram assertivas. Traçamos um plano de quando estrear, o mínimo de tempo para a gente montar um time competitivo, com ideias e aquilo que a gente esperava ser o ideal”, destacou.

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A opção de utilizar o time principal apenas a partir da quarta rodada gerou questionamentos, mas, internamente, é vista como fundamental para a construção de uma equipe mais sólida. Roger também chamou atenção para a diferença de tempo de trabalho entre as comissões técnicas.

“A gente está em reconstrução, não tem como você montar uma equipe potente em 50 sessões de treino. Acho que tem um trabalho de nove, dez meses de um lado, e tem um trabalho de 50 dias do outro”, pontuou.

Sport e Náutico se enfrentam nos dois próximos domingos, com o Leão sendo mandante no primeiro confronto e visitante na partida decisiva. Em meio à reconstrução, o discurso é claro: a história pode ser o combustível para transformar um cenário de crise em mais um capítulo de superação.