Zé Lucas, Sport
Zé Lucas, Sport

Diretor do Sport quebra o silêncio e explica por que Zé Lucas ainda não jogou: “E a meritocracia?”

A discussão sobre a utilização de Zé Lucas ganhou um novo capítulo nos bastidores do Sport. Após o técnico Roger Silva abordar o tema, foi a vez do executivo de futebol Ítalo Rodrigues assumir o protagonismo e explicar por que a principal promessa do clube ainda não estreou na temporada.

Ítalo Rodrigues, Sport
Ítalo Rodrigues, Sport

Aos 17 anos, o volante é tratado internamente como a grande joia rubro-negra. Recuperado de uma lesão muscular leve, ele treina normalmente há duas semanas e já reúne condições físicas de jogo. Inclusive, voltou a ser relacionado na semifinal diante do Retrô, mas permaneceu no banco de reservas.

Em meio à expectativa da torcida, o clube também passou a admitir oficialmente que há sondagens pelo atleta. Mesmo com o cenário de mercado aquecido, Ítalo fez questão de reforçar que o processo será conduzido com cautela.

“São várias possíveis negociações ou sondagens em cima de Zé. Isso sempre foi dito de forma muito clara. Vai chegar de forma natural o momento dele jogar. A ansiedade da torcida de querer que Zé jogue é diretamente ligada com a ansiedade da venda dele. Porque se sabe que é algo que vai trazer estabilidade para o clube. Só que a gente não vai atropelar o processo.”

O dirigente foi além e questionou a ideia de que o jovem deveria entrar apenas por status ou projeção futura, defendendo o critério técnico adotado pela comissão.

“Zé Lucas começou a pré-temporada depois, ficou disponível e relacionado depois de cinco jogos, e simplesmente vai se tirar um atleta que está jogando bem? E a meritocracia, onde está? O que eu falo para o meu treinador? Agora a gente não bota mais quem está melhor ou quem jogou bem? Vamos colocar só quem é importante pro clube? Futebol não se faz assim.”

Zé Lucas, Sport - Foto: Paulo Paiva/SCR
Zé Lucas, Sport – Foto: Paulo Paiva/SCR

Atualmente, o meio-campo do Sport tem Zé Gabriel como titular absoluto. Ao seu lado, Pedro Martins e Yago Felipe se alternam na segunda vaga, mantendo a disputa interna acirrada.

Enquanto isso, Zé Lucas segue aguardando sua oportunidade. Entre a pressão por minutos em campo e o assédio do mercado, o jovem se tornou o centro de um debate que envolve planejamento esportivo, meritocracia e necessidade financeira.