Branquinho, José Roberto Moura, Sport
Branquinho, José Roberto Moura, Sport

Sport Unido dispara críticas à gestão e faz alerta sobre finanças do clube

O Sport Unido, grupo político liderado por Gustavo Dubeux, Eduardo Queiroz Monteiro, João Humberto Martorelli e Branquinho, publicou nesta sexta-feira (7) um manifesto com críticas e cobranças à gestão do Sport, comandada pelo presidente Matheus Souto Maior e pelo vice-presidente Kadico Pereira. O documento questiona decisões no futebol, finanças, transparência, SAF e o projeto de modernização da Ilha do Retiro.

Intitulado “Calou-se a sirene, disparou o alarme de incêndio”, o manifesto foi publicado na Folha de Pernambuco. O grupo disputou a última eleição rubro-negra e acabou derrotado por pouco mais de 50 votos.

Segundo o Sport Unido, depois do pleito houve reconhecimento do resultado e colaboração com a administração eleita, inclusive por meio de apoio financeiro a iniciativas e patrocínios e da intermediação de contatos. O tom, agora, mudou: “Lealdade, porém, não é omissão”, afirma um trecho do manifesto.

O que o Sport Unido critica no futebol?

Uma das principais cobranças envolve a estrutura montada para administrar o departamento de futebol. O grupo questiona a inexistência de uma vice-presidência específica para a pasta, além da demora nas demissões dos técnicos Márcio Goiano e Roger Silva.

Também há críticas ao modelo de comitê adotado no departamento. Na avaliação do Sport Unido, a presença de integrantes sem experiência profissional na gestão do futebol contraria a promessa de profissionalização feita pela atual administração.

O manifesto ainda questiona a política de contratações, citando pouca prospecção no mercado sul-americano e uma concentração de jogadores que anteriormente trabalharam com profissionais do atual departamento. A utilização das categorias de base também aparece entre os pontos de insatisfação.

Por que as finanças do Sport provocaram um alerta?

Um dos trechos mais duros envolve as contas do clube. O Sport Unido utiliza a venda de Zé Lucas para questionar as projeções apresentadas pela diretoria. Segundo o manifesto, o orçamento levado ao Conselho Deliberativo em maio projetava R$ 40 milhões com a negociação de Zé Lucas e outros R$ 10 milhões em vendas de atletas.

Mesmo com R$ 50 milhões previstos nessa rubrica, a projeção apontada pelo grupo seria de encerramento do exercício com déficit de R$ 58 milhões. Como Zé Lucas acabou negociado por um valor inferior ao projetado e as demais vendas previstas não aconteceram, o Sport Unido questiona como a administração pretende equacionar as contas. O cenário é classificado pelo próprio grupo como “alarmante”.

SAF, Ilha do Retiro e transparência também entram nas cobranças

O Portal da Transparência é outro alvo. O grupo afirma haver relatórios desatualizados ou ainda não publicados, além da ausência de determinadas informações sobre negociações de atletas e desligamentos no futebol.

Sobre uma eventual SAF do Sport, o manifesto questiona se os procedimentos determinados pelo Estatuto estão sendo cumpridos. Também cobra avanços na busca por investidores para o projeto de retrofit da Ilha do Retiro.

Política de ingressos, direitos de sócios patrimoniais e proprietários de cadeiras e camarotes, além da discussão judicial envolvendo o acordo com a Liga Forte União, completam a relação de questionamentos.

Ao encerrar o documento, o grupo pede respostas da administração e um planejamento objetivo para o restante de 2026.

“Por tudo isso, o Sport Unido cobra dos dirigentes as informações devidas e a apresentação de um plano concreto, à altura da grandeza do clube, ao menos até o fim do ano”, afirma o manifesto.

Quer ficar por dentro de tudo? Entre agora no nosso canal do WhatsApp.

Gustavo Dubeux, Branquinho, Sport
Gustavo Dubeux, Branquinho, Sport