Base do Sport
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Sport amplia domínio nas vendas da base e abre vantagem milionária sobre Náutico e Santa Cruz

A venda do volante Zé Lucas para o Cruzeiro não representou apenas um importante reforço financeiro para o Sport. A negociação também consolidou o Leão como o clube pernambucano que mais transformou atletas das categorias de base em receitas nos últimos anos.

Levantamento com base em dados do jornalista Cássio Zirpoli mostra que, entre 2015 e 2026, o Sport arrecadou mais de R$ 121 milhões com a venda de jogadores revelados em sua base. O número coloca o Rubro-Negro muito à frente de Náutico e Santa Cruz, evidenciando a diferença entre os três clubes na formação e valorização de talentos.

Zé Lucas, do Sport
Foto: Divulgação / Sport

Quanto o Sport arrecadou com vendas da base?

Com a transferência de Zé Lucas, o Sport ultrapassou a marca de R$ 121 milhões em negociações envolvendo jogadores formados no clube nos últimos anos.

A mais recente venda foi a do volante de 18 anos para o Cruzeiro. O Leão negociou 60% dos direitos econômicos do atleta por cerca de R$ 27 milhões, mantendo um percentual para lucrar em uma futura transferência.

Apesar de o valor ter ficado abaixo das cifras especuladas quando o jogador surgiu entre os profissionais, a negociação representa uma das maiores da história do futebol pernambucano.

Qual foi a maior venda da história da base do Sport?

O posto continua pertencendo ao lateral-direito Pedro Lima. Em 2024, o jovem foi negociado com o Wolverhampton, da Inglaterra, por R$ 61,2 milhões, naquela que se tornou a maior transferência da história do futebol nordestino.

Como era dono de 70% dos direitos econômicos do atleta, o Sport recebeu aproximadamente R$ 42 milhões pela operação. Além de Pedro Lima e Zé Lucas, outras negociações importantes reforçaram os cofres rubro-negros nos últimos anos.

Maiores vendas da base do Sport

  1. Pedro Lima – Wolverhampton (ING): R$ 61,2 milhões (2024)
  2. Zé Lucas – Cruzeiro: R$ 27 milhões (2026)
  3. Gustavo – Shabab Al-Ahli (EAU): R$ 11,85 milhões (2022)
  4. Mikael – Salernitana (ITA): R$ 9,91 milhões (2022)
  5. Riquelme – Botafogo: R$ 7,8 milhões (2025)

Como ficam Náutico e Santa Cruz nesse comparativo?

Enquanto o Sport ultrapassa os R$ 121 milhões, os rivais aparecem bem abaixo no ranking. O Náutico arrecadou aproximadamente R$ 24,9 milhões em vendas de atletas revelados entre 2013 e 2026. A principal negociação continua sendo a transferência do lateral Douglas Santos para o Granada, da Espanha, em 2013, por R$ 7 milhões.

Maiores vendas da base do Náutico

  1. Douglas Santos – Granada (ESP): R$ 7 milhões
  2. Erick – Braga (POR): R$ 5 milhões
  3. Thiago – Flamengo: R$ 4,91 milhões
  4. Rogério – São Paulo: R$ 3 milhões
  5. Mateus Cocão – Vasco: R$ 2 milhões

Já o Santa Cruz apresenta números ainda mais modestos. O Tricolor soma cerca de R$ 8,14 milhões em negociações de jogadores formados na base desde 2011. As maiores vendas foram as de Gilberto, para o Internacional, e Raniel, para o Cruzeiro, ambas girando em torno de R$ 2 milhões.

Maiores vendas da base do Santa Cruz

  1. Gilberto – Internacional: R$ 2 milhões
  2. Raniel – Cruzeiro: R$ 2 milhões
  3. Elias Carioca – Santa Cruz: R$ 1,64 milhão
  4. Warley – Botafogo: R$ 1,5 milhão
  5. Maycon Cleiton – Bragantino: R$ 1 milhão

O que explica a vantagem do Sport?

Nos últimos anos, o Sport passou a investir de forma mais consistente nas categorias de base, ampliando a estrutura de captação e oferecendo espaço para jovens atletas no elenco profissional.

Nomes como Pedro Lima, Zé Lucas, Mikael, Riquelme e Luciano Juba (que posteriormente deixou o clube sem gerar receita por transferência) ajudaram a consolidar a imagem do Leão como um dos principais formadores de talentos do Nordeste.

Além do retorno esportivo, as negociações passaram a representar uma das principais fontes de receita do clube, especialmente em momentos de dificuldade financeira.

A venda de Zé Lucas reforça esse cenário e amplia ainda mais a distância do Sport para Náutico e Santa Cruz quando o assunto é transformar jogadores da base em ativos financeiros.

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