Um empate coloca o Sport em mais uma decisão da Copa do Nordeste. Seria a quarta final do Leão desde a conquista de 2014. No caminho recente, ficaram os vices diante do Bahia, em 2017; do Fortaleza, em 2022; e do Ceará, em 2023.

O retrospecto mostra que o clube voltou a frequentar o cenário decisivo do futebol regional. E, dentro do contexto desta semifinal, o Sport chega em vantagem. Além do empate, atua na Ilha do Retiro e vive um momento de crescimento coletivo. Naturalmente, aparece um passo à frente nas projeções e até nas casas de apostas.
Ainda assim, seria um erro imaginar facilidade diante do Fortaleza. Na Série B, a distância entre os dois praticamente não existe. O Sport é o terceiro colocado, com 19 pontos. Os cearenses aparecem em quinto, com 18. O equilíbrio da tabela traduz bem o que deve ser o confronto: pesado, tenso e decidido nos detalhes.
É verdade que o Fortaleza já não possui o elenco que o colocou nos últimos anos entre os protagonistas do País, disputando Libertadores e Sul-Americana. O investimento diminuiu e algumas referências saíram. Mas continua sendo um time perigoso, acostumado a jogos de pressão e forte em mata-matas.
A goleada por 3×0 sobre o Londrina serviu para aliviar a cobrança da torcida tricolor e devolver confiança ao grupo. Do outro lado, o Sport também chega fortalecido. As vitórias recentes fora de casa derrubaram tabus, diminuíram desconfianças e fizeram o time ganhar consistência.
Mas, acima de tudo, a esperança rubro-negra está concentrada na qualidade individual de peças capazes de decidir jogos grandes. E quando essa capacidade técnica encontra a atmosfera da Ilha do Retiro, o Sport cresce ainda mais. Em noites assim, o estádio costuma jogar junto. É exatamente nessa combinação – ambiente, confiança e talento individual – que o torcedor leonino deposita a expectativa de voltar a disputar uma final regional.

Texto publicado no Diário de Pernambuco
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