Psicóloga do Sport Recife, Rosângela Vieira revelou detalhes do trabalho realizado com Zé Lucas antes da transferência do jovem para o Cruzeiro. Aos 18 anos, o meia deixou a Ilha do Retiro após uma trajetória de formação que, segundo a profissional, também envolveu uma preparação constante no aspecto mental.
Em entrevista ao podcast Futebol Diario, nesta terça-feira (1º), Rosângela destacou características identificadas ainda durante o processo de avaliação do atleta.
“Desde a avaliação dele, eu já percebi que ele tinha um padrão de perfil mental muito constante, e aí fica fácil pra gente fazer o quê? Inserir esses recursos teóricos e técnicos da psicologia para que ele fizesse esse treino mental todos os dias”
Rosângela trabalha no Sport desde 2021 e acompanhou de perto o processo de transição de Zé Lucas das categorias de base para o elenco profissional.
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O que chamou atenção da psicóloga em Zé Lucas?
Entre as características destacadas pela profissional está a capacidade do jogador de reagir aos momentos negativos. Segundo Rosângela, mesmo quando não ficava satisfeito com o próprio rendimento, o jovem conseguia rapidamente mudar o foco.
“Ele era sempre muito disciplinado. O que acontecia algumas vezes: ‘ah, treinei mal hoje’, mas ele conseguia fazer essa curva crescente novamente. Então ele tem uma resiliência no nível ideal, em que ele conseguia de fato chegar ali e dizer: ‘não, hoje passou, amanhã é outro dia'”
Essa capacidade de administrar frustrações foi considerada importante durante o crescimento do jogador dentro do clube, especialmente diante das exigências encontradas na chegada ao futebol profissional.

Por que Zé Lucas “saiu pronto” do Sport?
A passagem pela Ilha terminou com uma negociação de peso. O Cruzeiro pagou cerca de R$ 25 milhões por 60% dos direitos econômicos do atleta.
Para Rosângela, porém, Zé Lucas não deixou o Sport preparado apenas tecnicamente. Depois de aproximadamente um ano e meio de acompanhamento direto, a psicóloga demonstrou confiança na capacidade do meia de enfrentar a pressão da nova etapa da carreira.
“Essa é a hora que a psicóloga chora e sofre com despedidas de atletas de futebol, porque não sei se vão ter esse cuidado nos outros clubes. Eu passei um ano e seis meses , mas fiquei tranquila quando ele foi embora. Não só porque lá no Cruzeiro também tem uma psicóloga, mas porque ele saiu pronto assim, mentalmente, para lidar com tudo que é desafio na vida do futebol”, disse.
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